quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tour sem nome dia 8 Ericeira

O horror! O vento, o frio, as dores nas pernas, as subidas, a frieza das pessoas no parque de campismo, as estradas cheias de carros... Esta parte da viagem que pensei ser a mais bonita... A costa é linda mas as casas!As praias são lindas, mas os guarda sois de palha...bom, ao menos não são toldos.

Foi duro e isso faz-me distorcer um pouco a perspectiva, o modo como se vêem as coisas. Mesmo assim fiquei contente comigo. Ainda fiz dois desvios (que bastante me custaram) em nome da "missão". Fui ao cabo carvoeiro e fui ao alto de Santa Cruz ver as vistas. Apesar dos 90 km de hoje nas pernas...
Menos orgulho me trás o facto de estar a escrever estas linhas de boxers e t-shirt, no silêncio e conforto de um teepee (em plástico) no ultra mega super chique parque de campismo intergaláctico de Ericeira. Cedi à tentação de uma noite confortável, de um banho quente...
















quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tour sem nome dia 7 (Lagoa de Óbidos)



O vento, o vento, sempre o vento. Mas também os pássaros mesmo à noite. A areia macia debaixo de mim, o som da maré a encher em pequenas ondas que chegam à margem e que me fazem sonhar com um veleiro em África. Não aqui neste país tão saturado de casas e de pessoas. Pessoas a mais para o meu gosto... se calhar é disso que ando à procura afinal. De me isolar de tudo. Bom, tudo não, então e os amigos? Até esses me fartam por vezes. Já pensei muito sobre isto. É normal concluí. Não se pode gostar de toda a gente ao mesmo tempo. Por isso é que ando sempre a saltitar de sitio em sitio. Ver, conhecer coisas, gente nova. Ou rever as velhas mas com um sentimento novo. Afinal sou um viajante, embora à escala deste país. Tivesse eu nascido em África ou na Índia! Ah que viajante teria sido!






segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fim de Semana BTT



De volta após mais um fim de semana por esse país fora!

Sexta-feira não trabalhei e fui para perto da Lousã com a ideia de fazer um pouco de BTT. Por sugestão do amigo Bananas e na sua companhia lá fomos na Volkswagen até ao recém inaugurado centro de BTT das aldeias do Xisto. Grande luxo de instalações com chuveiro de água quente (50 cêntimos), casa de banho, ar para a bicicleta e lavagem de pressão. Acampámos mesmo à porta do centro de BTT que foi praticamente nosso durante sexta e sábado. Sexta de manhã optamos por um percurso de nivel 3 com 30 km que ali na serra existe bastante desnível e não nos queríamos cansar muito. Foi um bom passeio com pouca dificuldade técnica e alguma física (1000 mts desnível) No Sábado estava-me a sentir um pouco constipado e como não quis abusar optei por fazer uma caminhada e o bananas foi fazer um percurso mais pequeno (20km).
O local é bonito as gentes simpáticas e os percursos estão bem marcados, só não sei é por quanto tempo... a malta do eucalipto varre tudo incluindo sinalizações e daqui a um mês já lá não deve estar nada. Durante a caminhada que fiz no Sábado meti em pé 4 estacas de sinalização...
Existem lá umas casas para o pessoal ficar alojado por 30€ por quarto bem catitas para quem não tem uma carrinha Volkswagem com 2 camas, fogão e frigorífico!
Penso que no total existem 5 ou 6 percursos de nível 1 até nível 4 naquele centro de BTT (Ferraria de S. João) e mais 2 percursos de BTT e 6 de Downhill no Centro da Lousã (ainda não está construído).

No Sábado arrancámos para baixo em direcção ao Arripiado. O bananas estava inscrito numa prova de BTT de 50km aí e eu aproveitei para treinar usando o percurso da prova. Acabei por fazer 35 km em 4 horas por um percurso que não conhecia e aproveitando as sinalizações... Não sei como é que não me tinha ocorrido esta ideia antes! Por 10 euros recebi a t-shirt, almoço e duche e tive a oportunidade de desenjoar das voltas na Arrábida. Ainda por cima fui bastante acarinhado por todos os BTTistas que faziam a prova e que acompanhei nos primeiros Km (eram a subir) e pelos membros da organização. Era o unico a correr e muita gente achava estranho e peguntavam pela bicicleta (ao que eu respondia que BTT era para quando fosse velhote!). Vou começar a ir correr a provas de BTT garantidamente.

Mais um belo fim de semana fora de Setúbal a apreciar a natureza que é o que se quer!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tour sem nome dia 6 (Leiria)

Em Leiria. Continuo a gostar muito desta cidade . Estudei cá 4 anos. estudei e fiz outras coisas que não estudar. Principalmente isso!
Tudo somado aprendi muito, e aprendi a gostar desta cidade.
Hoje estive na Praia da Vieira. Trabalhei aqui todos os Verões enquanto estive a viver em Leiria. Numa esplanada virada para o mar...

não escrevi sobre isso mas lembro-me nitidamente de fazer quilómetros e mais quilómetros sempre sozinho pelos pinhais desde a Praia da Tocha até à Vieira... Com as colunas no guiador a bombar som e a fazer-me esquecer o péssimo piso e a média bem baixa.. Belo percurso.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tour sem nome dias 4 e 5 - Dunas São Jacinto e Tocha




Nem colchão nem saco-cama de inverno... Esqueço-me de que já não estamos no verão. Faz frio aqui à noite. Acordo a doerem-me os ossos. Durmo aos bochechos neste parque de campismo semi-abandonado. Nunca me cruzo com outro campista, os balneários vazios, o bar vazio, a recepção sempre abandonada... e um muito queixoso gerente a queixar-se constantemente dos patrões (a Orbitur). Não tenho paciência para o ouvir, prefiro o silêncio e voltar à escrita.

Estou em plenas Dunas de São Jacinto no parque fantasma à espera do pequeno almoço (fome sempre muita fome) e depois vou à praia descontrair e aquecer os ossos. Hoje quero fazer menos quilómetros. Não quero abusar e por isso só arranco depois de almoço

Fiz poucos quilómetros mas bons!Depois de um curto passeio de barco pela ria de Aveiro, e após passar a costa nova (tudo muito arranjadinho, muitos barcos à vela, e muita muita gente a passear) entro novamente no Portugal esquecido. Tenho passado por muitos sítios assim ao longo da costa. Zonas pobres até ao osso. Pessoas feias e cinzentas. Tenho a sensação de que nada se passa aqui. Nunca. Nem é uma terra de campos abertos e colheitas, nem uma terra virada para o mar onde se sinta o cheiro a maresia. É um meio termo, um ermo, terra de ninguém.
Nunca ou quase nunca me souberam dar uma informação correcta ao longo destes dias. Praticamente todas as pessoas a quem pedi indicações ou não faziam a mínima ideia do que eu estava a falar, ou deram informações que se mostraram erradas, ou inventaram algumas para não dar parte de fracas. E eu tenho um mapa (de merda) o que significa que sei para onde quero ir, preciso apenas de saber qual o melhor caminho ou apenas se há ou não atalho. O cumulo foi um empregado de um restaurante onde almocei que me disse "olhe não sei mesmo, eu nunca vou para esses lados" Esses lados eram Espinho e a estrada a nacional.... se não ia para esses lados ia para onde? Para lado nenhum pois... Sem tinta foda-se!!!!

Afinal não estava sem tinta! Era do Frio! Very well. Sacrifico uma noite louca de Saturday night na praia da Tocha por isto:
Madrugada (no mp3)
Vinho (no corpo e na mente)
Escrita (na alma)
Só posso estar completamente bom da cabeça!

Deixo derreter um pedaço de chocolate preto na boca enquanto penso nas coisas cada vez mais simples e em como gosto delas cada vez mais. Simples...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mizuno Wave Inspire 4


Já os experimentei em estrada e em estradão e são realmente uns ténis diferentes. Agarram muito muito bem e estão completamente desaconselhados para estrada. Noto algum desconforto quando bato com o calcanhar e isso obriga-me a corrigir a passada, não sei se isso será muito bom em Ronda, onde não vou estar muito interessado em corrigir seja o que for mas para treinar é excelente. São muito mais maleáveis do que os Salomon. Têm os cordões com umas ondinhas para que não se desapertem durante a corrida. A parte lateral é bastante reforçada para proteger das pedras e paus do caminho. A biqueira também é protegida apesar de ser bastante maleável, cheira-me a unhas pretas com aquela protecção... Tem uma palmilha especial que os torna um pouco mais confortáveis, mas nunca chegam a ser tão suaves como os Salomon.

Ainda os vou experimentar num treino longo e nos Trilhos do Pastor e depois decido que ténis levo para Ronda.

update:

Já os experimentei em todo o lado. Alcatrão, estradão, e mato duro nomeadamente no trilho dos pastores. São realmente uns ténis leves e isso sente-se bastante bem. São frescos. Não são tão confortáveis como os Salomon, e deixaram umas mazelas na sola dos pés depois do trilhodos pastores que ina realmente um piso bem duro. Penso no entanto que me poderei habituar a eles. São uns ténis mais minimalstas e isso paga-se.
A minha decisão final vai ser de não os levar para Ronda. Já estou demasiado habituado aos Salomon para os trocar pelos Mizuno nesta fase. No futuro não sei... Vou continuar a usa-los e depois digo qualquer coisinha.

Rosa Selvagem

Enquanto estive a hibernar no Algarve levei uma lavagem ao cérebro por parte do amigo Hugo acerca da Vela em particular e de viajar no mar em geral. O Hugo já tinha tirado a carta de Patrão de Costa e agora começou a ter aulas de Vela de Cruzeiro e o sonho dele é começar a trabalhar no mar a pilotar veleiros.

A mim sempre me interessou o mar desde o tempo em que passava 3 meses de férias todos os anos em Sesimbra, época em que quase que me nasceram guelras. Quando não estava dentro de água estava dentro do meu barco de borracha!

Para aguçar ainda mais o apetite fui dar com esta noticia sobre uma mulher que pretende dar a volta ao mundo num barco a remos... Entretanto já li mais um bocado sobre isso e parece que ela não é a única a andar por aí a atravessar oceanos num barco a remos. Neste site existem relatos, fotos e barcos usados à venda para o efeito. Fiquei a pensar nisto...
E a pensar e a ler mais e mais. Por esta altura já acabei de ler o blog da Rozalind (Roz para os amigos) e vou começar em breve a ouvi-la no seu podcast.
Mas porque é que eu me ponho a ler estas coisas!!

A Roz Savage decidiu em 2001 deixar o seu trabalho como gestora de Marketing, a sua vida estável, o seu carro e a sua casa (e o seu marido no processo...) e partir à aventura... Começou por fazer a travessia do atlântico em 2005 e em 2008 iniciou a travessia do Pacifico tendo remado de São Francisco ao Hawai e completado a primeira de duas etapas. Neste momento a Roz prepara-se para zarpar para a segunda etapa. (data prevista 15 de Maio). E eu irei com ela! A Roz tendo vindo do mundo do marketing sabe bem como usar as novas tecnologias a seu favor e tem um site, blog, podcast, videocast, twiter, facebook e eu sei lá que mais! Irá fazer um podcast diário durante a sua travessia com os seus pensamentos e aventuras do dia e publicar fotos e videos regularmente.

A Roz não pretende ficar-se por aqui e quer ser a primeira mulher a dar a volta ao mundo num barco a remos e para isso precisa da nossa colaboração.

Quem estiver interessado poderá contribuir para que a sua iniciativa tenha êxito. Eu vou dar 50 euros, mais do que merecidos tal não é a quantidade de conselhos úteis e de fonte de motivação que esta mulher me dá.