quarta-feira, 5 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

De volta ao Trail!

E já vão 3 dias só de serra da Arrábida para limpar o corpo de tanta estrada nos últimos meses. Que bem que me soube subir ofegante os montes e descer os trilhos bem speedado. Sem controle da frequência cardíaca, sem saber os kms (mais ou menos mais ou menos), mesmo a curtir.
Hoje saí com a minha mochila raidlight carregada com 2 quilos já a pensar na Geira e na Freita e no Troia-Sagres de Agosto. Que saudades que tinha disto!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Planos


Ainda estou a processar a Maratona mas não estou parado. Ando a partir a cabeça acerca do que fazer no segundo ciclo de treino. O das ultras. Por enquanto já me inscrevi na III Ultra da Geira romana, maratona a que não podia faltar desse por onde desse. O problema é que são 50km e já daqui a um mês (23 de Maio) e quero recuperar bem desta maratona.
Ando portanto às voltas com o plano de treino sem saber se deva começar já a fazer km´s. De qualquer das formas não é um objectivo a ultra da Geira e portanto vou fazer aquilo muito tranquilamente e como preparação para outras coisas bem mais puxadas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Na Holanda

Já começou! De momento em Madrid à espera do voo para Amsterdão. Acabei de pagar 7€ por uma salada e 2.55€ por uma maçã!Ontem não tive hipótese de treinar e por isso quero dar uma corrida assim que chegar a Haia, coisa que ainda deve demorar. Jantar hoje com o resto do grupo em Roterdão ou ficar no sossego do hotel de 5 estrelas em Haia (com os cumprimentos da amiga Cristina!)?

Afinal nem Haia nem Roterdão, o hotel entrou em overbooking e o tuga com preço de amigo foi o primeiro a saltar fora... e ainda por cima só me dão alternativa em Amesterdão (e eu feito parvo fui...) que fica a 1h15m de Roterdão, o que é totalmente inaceitável para vir fazer a maratona.

Já não sei viajar. Distraio-me e ando completamente perdido. Não vi onde ficava o hotel e andei completamente perdido a procura de um hotel que já sabia desde Madrid que estava esgotado, apesar de ter uma reserva feita. Depois de perder tempo e dinheiro para nada acabei por voltar a Amesterdão, de onde tinha vindo. Chego ao novo hotel e não sabia o pin do cartão de credito. Desespero. Preciso de deixar um balurdio de dinheiro como caução, como não tenho decido ficar só uma noite e logo a seguir penso mas porque e que não fui logo para Roterdão? Quando vejo o quarto fico melhor embora tenha decidido que detesto as caganças deste tipo de alojamento. Desde que seja um sítio sossegado com lençóis lavados e desde que não cheire a vinagre por mim esta bem. Entretanto fui sair um pouco em Amesterdão e já sem a mala atrelado fiquei logo apaixonado pela cidade. Como não adorar uma cidade cheia de bicicletas por todo o lado? Andei muito em Amesterdão. Acontece-me sempre isto nas cidades. Ando e ando maravilhado com tudo e se me derem uma bicicleta não paro. Anda-me ca a fazer uma espécie não ter ainda uma bina... 2a e 3a vingo-me.

Escrevo isto sentado no lobby de mais um hotel fino onde estão todos os outros membros da equipa wikaboo. Este não é tão fino porque esta cheio de espanhóis em fato de treino com cabelo à cromo e ar de quem me vão todos dar uma rabeta na maratona amanhã. Entretanto fiquei num Hostel, o Stayok em Roterdão no dia antes da prova. Poder-se-ia pensar que dormir com mais 4 macacos que não conhecemos de lado nenhum na noite antes da prova para a qual andei a treinar durante 5 meses não fosse a melhor opção. De facto até nem dormi mal e acordei bastante bem disposto. O hostel estava cheio de corredores de manhã e tomei o pequeno-almoço num ambiente muito peculiar. Sentia-se o nervoso no ar.

Acerca da maratona. É-me sempre difícil descrever uma prova mas esta transmitiu-me de facto tantas sensações que penso que sairá naturalmente. Não posso começar pelo principio porque esta maratona começou (como qualquer cliche) há muito tempo atrás. Mas começo pelo dia de ontem em que falávamos das previsões de cada um e das tácticas para a maratona. Eu não me conseguia decidir. Sabia que de acordo com o meu tempo da meia tinha hipóteses de me aproximar das ambicionadas 3 horas. No entanto não sentia que o meu corpo estivesse preparado para esse esforço e decidi mandar às urtigas as tácticas e seguir apenas as minhas sensações durante a prova. Para piorar (ou não) tive de começar do curral D destinado a quem tem tempos na maratona ate 3h30, como resultado disso foi-me impossível andar mais rápido que 5m/km e pior que isso andei a fazer corta mato e a ziguezaguear ate ao km 15 e conseguir ultrapassar o grupo que ia com o pacer das 3h15. Como não havia pacers para as 3h10 de vez em quando consultava o garmin para ver como ia. O problema e que o garmin estava a marcar mal e comecei a perceber que se mantivesse aquele ritmo não conseguia baixar das 3h10, o que era o mínimo que o meu ego podia aguentar. resolvi então baixar para os 4m15/km e ver o que acontecia. E assim segui alegre da vida (mentira) ate que apanhei a ponte que foi um autentico muro com vento de frente. Fiz 4m40 nesse km e acho que nunca mais recuperei desse esforço. Estava então no km 25 e voltamos a entrar no centro de Roterdão e no sítio onde menos apoiados fomos. Porque nos subúrbios era uma loucura. Gente e mais gente. Cartazes, palmas, gritos de incentivo, putos a estenderem as mãos para os cumprimentarmos (houve um cabraozito que tirou a mão no ultimo momento...) bandas a tocar, dj's a darem festivais de som, pessoal com batuques, apitos, bandeiras, laranjas, bananas. Um espectáculo brutal. Prometo desde já incentivar a próxima maratona de Lisboa caso não participe nela. Nesta senti a importância do apoio.
Foi brutal a quebra que senti quando atravessamos o bosque onde estava pouca gente a ver. A partir dos 25km ia fixado numa ideia atingir os 30km. Quando Cheguei aos 30 concentrei-me em atingir os 32km e ficar com 10km para fazer. Um tirinho. Vi que ia fazer abaixo das 3-10 e que só tinha de manter o ritmo e acho que relaxei um pouco porque aos 34 tive uma quebra brutal. Senti um mal estar geral mas muito difuso. A unicamente sensação que posso descrever com exactidão é a de um formigueiro nos braços. Senti-me a começar a correr todo torto e arrastado e segui autênticamente em piloto automático até ao km39 e aí começou uma nova prova. 3km que fiz porque eram só 3 mas que me custaram tanto como o resto da prova. E depois foi a chegada à recta da meta, 500m, 400m (mas isto não acaba?) 300m e uma multidão a gritar por nós e eu sem ver nada. A fazer as caretas mais feias de todos os tempos e a tentar correr o mais dignamente possível. E o fim finalmente e uma sensação de calma.

Agora jantar um belo bife em sangue e entornar umas cervejas pela goela abaixo e depois uma noite em sossego de novo num 5 estrelas. Desta vez fiquei com o quarto do Milton que teve de se ir embora mais cedo. Lá tive de lhe fazer esse favor...

Vim apenas visitar Delft no dia a seguir à maratona mas apaixonei-me pela pacatez desta cidade que mais parece uma aldeia grande. À tarde quando cheguei parecia que estava num museu ao ar livre. Não só pelos monumentos e casas antigas, que as há, mas pelo silencio. Pelo facto de quase não circularem carros no centro o nível de ruidosa baixa muito, e as pessoas falam mais baixo. Resumindo mesmo o que vinha a calhar depois da barulhenta Roterdam. Assim que Cheguei decidi que queria cá ficar e la fui eu passear a mala pela cidade ate encontrar um sitio muito fixe para dormir. Soul inn. Deu para trocar uma conversa com o dono e é realmente um cool. Mudei rapidamente para umas calcas novas e fui fazer aquilo que mais me apetecia desde que Cheguei a Holanda. Andar de bicicleta. E foi andar o resto da tarde. E foi ficar envergonhado com o nosso pais. A quantidade de hectares com lagos jardins pistas de bicicleta, pistas de caminhada, para cavalos! (a propósito vi uma senhora de bicicleta a puxar um cavalo pela trela...). Mil pessoas iam de bicicleta para casa ao fim do dia e quando se tem condições é um passeio que sabe bem. Eu fui ate 2 urbanizações bem giras já no meio do campo. Que qualidade de vida. Enfim deu para ficar melancólico. Vou jantar senão quando entrar no restaurante começam-me a olhar de lado. Aqui fecha tudo muito cedo e não me consigo habituar.

Bom. Como achava que era tudo bom em Delft entrei num restaurante que me parecia giro. E como a primeira empregada que me atendeu me piscou o olho acabei por me sentar ignorando alguns pormenores que me assombraram o resto do curto jantar. O nome do restaurante Billy Beer... A musica disco sound... A decoração uma mistura de saloon com bonecos de peluche... Quando abri o menu é que cai em mim e reparei em tudo. Então por vergonha não sai. Optei pela sopinha acompanhada do copo de vinho. A propósito o vinho que me tem servido não é mau de todo. Já da sopa não posso dizer o mesmo. O melhor e ir beber uma bejeca pensei e fiz. E depois de algumas voltinhas la achei o sítio. Cheio de locals e com a gaja mais gira da Holanda. Casava-me já com ela e vinha viver para Delft. Porra que e mesmo gira. Simpáticas são todas sem excepção. Nem de propósito começa a dar Bob Dylan... how does it feel? To be on your own...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só me falta a cruz



Tenho mesmo de me deixar desta cena de fazer caretas. Porra quem vir isto até pensa que aquilo custou alguma coisa.

domingo, 11 de abril de 2010

Já está!

Já está. Com um bocadinho de sofrimento fez-se mais uma dura prova às minhas capacidades. 3h10m numa prova muito bonita com mais gente a assistir do que a um Benfica-Porto e só por isso já valeu a pena.
Quando puder escrevo mais detalhadamente.

Obrigado pelas vossas mensagens e telefonemas, soube bem!

sábado, 10 de abril de 2010

Vamos a ela!

Finalmente uma net! Em marrocos tropeca-se em netcafes, no meio dos pirineus ainda se arranjava qualquer coisa, em portugal consegue-se wifi a borla em qualquer sitio mas na Holanda tudo se paga e a peso de ouro. Depois de muitas peripecias encontrei-me finalmente com a restante equipa ja em Roterdao, onde estou instalado num hostel mas daqueles com pinta. (oportunidade de negocio em Setubal). Durante o jantar falou-se de tempos de corrida, tudo muito respeitinho que a distancia assusta. Eu nao sei o que irei fazer muito sinceramente. ja dei cabo da cabeca a pensar em tempos e acho que vou fazer o que me apetecer na altura e conforme me estiver a sentir. Ainda ha poucos meses atras queria apenas baixar das 3h30 e neste momento ja colocava a hipotese de baixar das 3? E muito arriscado e nao sei se amanha estarei em condicoes de o fazer. Ta frio como tudo e muito vento. Nao me sinto neste momento com grande forca. Veremos amanha. Abracos a todos e obrigado pelas msgs que me tem enviado. Espero ter possibilidade de escrever mais qualquer coisa amanha, de preferencia com um teclado que tenha acentos!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tic Tac

Afinal não era constipação mas sim alergia. Ainda não tomei nada mas já sinto aquele cansaço do espirro. Espero que na Holanda não haja muito polen... Acho que lá nem há flores nem nada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Timing

E hoje, a 4 dias da maratona, acordo com a garganta apanhada, a fungar do nariz e a espirrar. Lindo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dúvidas

Há medida que se aproxima o dia 11 de Abril falta-me vontade (ou assunto) para escrever no blog. Já começo a sentir alguma ansiedade e as duvidas começam a surgir e parece que me surje um bloqueio para as resolver. Serei capaz de aguentar um ritmo de 4m30s/km durante 3 horas?? Devo levar os Nike Vomero velhinhos ou os novos? Levo 8 embalagens pequenas de gel e bebo de 5 em 5km metade de cada uma ou levo 4 e bebo uma cada 10km? Levo o gel liquido ou o que tem pedaços de fruta? Levo o gel nas mãos ou numa pequena bolsa no braço? Que ritmo adopto? Constante ou vou aumentando? Será que vai estar frio? chuva? vento? muito calor? Será que há comboios de Haia para Roterdão no domingo de manhã?

Que saudades de correr devagarinho na serra...

terça-feira, 23 de março de 2010

Meia maratona Lisboa 2010 (2)

Acordei sem qualquer indicio das maleitas que me apoquentavam nos últimos dias, coisa que me deixou automaticamente com vontade de correr. Saí de Setúbal com bastante tempo de antecedência e estacionei no pragal. A partir do momento em que vi os primeiros corredores desapareceu o nervosismo que tinha.
Já percebi que preciso de chegar às provas sempre bem cedo senão entro em stress. Caminhada até até ao tabuleiro da ponte e toca de me meter junto à partida quando ainda faltava uma hora. Fiquei por lá e depois pensei que seria uma estupidez ficar ali sozinho à seca durante uma hora, fui então ver se via os outros wikaboos e fiz o aquecimento com eles, Filipe, Ventura, Barradas, Milton, Maria.
Começa a existir uma ligação forte com aquele pessoal e fiquei mesmo contente por os ter encontrado e por podermos dar à língua (fazermos queixinhas uns aos outros) acerca dos treinos.

Colei-me ao Filipe que foi a minha lebre durante o primeiro km (depois foi-se embora) e tentei não ir muito rápido nos 3 primeiros km, principalmente durante as descidas para não me desgastar muito.
Até ao km 8 ia bem, um bocado à justa para manter os 4m/km mas com a frequência cardíaca baixa, depois dos 8 comecei a sofrer para manter a mesma velocidade e tive de me concentrar bastante para não abrandar. Separei mentalmente o percurso em várias partes onde teria de cumprir determinados tempos para não pensar na distância que me faltava e lá fui fazendo km após km.
Aos 10km lembro-me de começar a pensar que iria rebentar a qualquer momento mas deixei-me ir aos 4m/km por vezes tinha de abrandar um pouco, a seguir acelerava.
Aos 15km já ia em mau estado e comecei a correr cada vez menos eficientemente e abrandei um pouco para os 4m10 mas ainda a pensar que nos últimos 3 ou 4km iria conseguir andar mais rápido e recuperar os segundo perdidos.
Aguentei até à volta para trás na cruz quebrada e preparei-me para andar mais rápido nos últimos 3km quando sinto o vento de frente... Não era uma ventania mas fez-se sentir logo no meu andamento, ainda me comecei a colar a um grupo que ia à minha frente mas depois deixei-me ir num ritmo mais baixo, embora aos solavancos, de vez em quando, conseguisse andar mais rápido. Mais uma vez senti que quase não conseguia respirar com dores abdominais nos últimos 2/3km...
No ultimo km foi altura de cerrar os dentes e dar o resto que tinha. Juntei-me a um grupo que se formou, segui-os e na curva para a recta da meta ultrapassei-os e sprintei ao ver o relógio aproximar-se da 1h27. Acabei bastante maltratado com 1h26m11s (tempo de chip).





mais fotos aqui

segunda-feira, 22 de março de 2010

Meia maratona Lisboa 2010


1h26m30 segundos (tempo não oficial que o site da meia, como é habitual, não está a funcionar). Não foi bom nem foi mau. Por um lado bati o meu record pessoal por 6 minutos o que é uma barbaridade mas comparativamente com os 20km de Cascais andei pior nesta. Em Cascais fiz 1h22m para 20km contra uma ventania brutal e num percurso de sobe e desce. Na meia se bem que apanhei vento contra nunca foi tão intenso e o percurso desce mais do que sobe. Apesar de tudo estou satisfeito por ter cumprido. Relato mais logo ou amanhã.

sábado, 20 de março de 2010

Voltei!

Depois de dias de intenso coçar de tomateira estou de regresso e pronto para a competição. Amanhã 21km na meia mais mediática de Portugal (e à qual, quer-me parecer, vai metade do país, pelo menos de boca).
Tácticas para a prova: ir uma hora antes para junto da partida para evitar transformar uma prova de atletismo numa prova de slalom super-gigante; arrancar a 4m30s/km durante o primeiro km só para dizer que fiz um aquecimento; se não me lesionar fazer o resto da prova a 4m/km. E pronto é só isso. Se conseguir bato o meu recorde por mais de 7 minutos (o que convenhamos é um disparate).

segunda-feira, 15 de março de 2010

Já só falta um mês...



E o principal do treino está feito. Foram 99 dias a treinar duro, a suar, a sofrer e que me fizeram evoluir de uma forma que eu nunca considerei possível. O primeiro grande teste será na meia da 25 de Abril já no próximo Domingo. Até lá sopas e descanso e de quarta até Sábado hotel de 5 estrelas com spa e massagens! (é assim que se fazem os campeões).

quarta-feira, 10 de março de 2010

A recta final

Tempo para Setúbal


7°C
Actual: Limpo
Vento: N a 3 km/h
Humidade: 81%
qua
Céu limpo
15°C | 6°C
qui
Céu limpo
12°C | 6°C
sex
Limpo
15°C | 5°C
sáb
Limpo
16°C | 5°C


O sol finalmente... o empurrão que precisava para a ultima semana de treino duro. Daqui a um mês Maratona de Roterdão.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Balda


E hoje, ao fim de quase 4 meses de treino, falhei um treino sem ter um motivo válido. Nem estava doente, nem lesionado, nem sequer foi por falta de tempo; desculpa que não tenho coragem de usar há muito tempo. Simplesmente não me apeteceu. Estava cansado claro, doiam-me várias partes do corpo, chovia a potes. Tudo isso. Mas não fui, em ultima análise porque estava a começar a ficar saturado e como não me pagam para isto, deixei-me ficar.